| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Galliformes |
| Família: | Cracidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | C. fasciolata |
Texto em negritoAmeaçado de extinção
O mutum-de-penacho é um Galliforme da família Cracidae. Conhecido também como mutum-pinima e mutum-pinicha (Pará e Maranhão), nome que significa “mutum cheio de pintas”.
Seu nome científico significa: (não explicado) Crax; e do (latim) fasciolata, fasciolatum = com faixas, com bandas. ⇒ Crax com faixas.
Mede cerca de 83 centímetros de comprimento e pesa 2,7 quilogramas.
O macho é preto com a região da barriga branca e a fêmea tem a plumagem preta listrada de branco, cabeça e pescoço preto, peito canela e barriga bege.
Possui três subespécies reconhecidas pelo CBRO:
(Clements checklist, 2014; Aves Brasil CBRO - 2015; IOC World Bird List 2017.)
Alimenta-se de frutos, folhas e brotos de plantas. Caça também caramujos, gafanhotos, pererecas, lagartixas e outros pequenos animais. Quando perto de fazendas não hesita a ciscar perto das galinhas, porém ao primeiro sinal de um ser humano próximo volta para seu habitat.
Faz o ninho sobre árvores, onde a fêmea põe de 2 a 3 ovos brancos com a casca bastante áspera, que choca durante 30 dias. Os filhotes já nascem espertos e de olhos abertos. Nos primeiros dias de vida, movimentam-se sobre a cauda da mãe e logo entre a galhada, sempre dormindo sob as asas da mãe. Acompanham os pais ainda durante alguns meses.
Habita o chão de florestas de galeria e bordas de florestas densas. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares. Embora passe a maior parte do tempo no chão, empoleira-se para dormir. Procura sempre o mesmo poleiro para dormir, mas em noites enluaradas fica muito inquieto, abandonando o ponto tradicional e procurando outro local próximo. Trai seu nervosismo por movimentos de abrir e fechar da cauda. Outros tiques nervosos são os movimentos súbitos de sacudir a cabeça lateralmente e eriçar o penacho. Apesar de grande é impressionante como é difícil avistá-la.
Presente ao sul do Rio Amazonas, na região compreendida entre o Rio Tapajós e o Maranhão, do Brasil central até o oeste de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Encontrado também na Bolívia, Paraguai e Argentina. As populações da Amazônia, pertencentes à subespécie Crax fasciolata pinima, encontram-se ameaçadas de extinção, sobretudo em conseqüência da caça.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: